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Cónego José Graça acusado de burlar Ministério da Saúde e Segurança Social - SOL online

O presidente da direção do Centro Social Diocesano de Santo António de Portalegre, cónego José Graça, é o alvo de duas denúncias de fraude ao Ministério da Saúde e à Segurança Social, nas instituições geridas pelo sacerdote, em Abrantes, que estão a ser investigadas pelo Ministério Público daquela cidade.

De acordo com a edição online do jornal SOL o cónego é acusado de manter “utentes-fantasma” na comunidade terapêutica, João Guilherme, que dirige, recebendo 720 euros por mês pelo internamento de dezenas de pessoas que já abandonaram tratamento e nalguns casos até já morreram.

O jornal acrescenta que este centro de desintoxicação está sob alçada do Centro Interparoquial de Abrantes, que tem ainda três apartamentos de reinserção de toxicodependentes e alcoólicos em Abrantes, Ponte de Sor e Castelo Branco, cujo responsável é o cónego José Graça, e onde terá sido usado o mesmo esquema fraudulento.

Segundo o jornal, o padre é também acusado de inscrever e levantar o valor do Rendimento Social de Inserção (RSI) dos utentes e de não o entregar na totalidade, retendo parte da verba a título de comparticipação pelo tratamento, que, por lei tem de ser custeado em 20 por cento pelo utente ou a sua família.

Ao SOL o cónego José Graça disse “ignorar por completo estas denúncias que não correspondem à realidade”, adiantando que estas queixas não serão mais do que “um ajuste de contas de alguém por qualquer motivo de disciplina interna”.

Já sobre o RSI, o padre admitiu ao SOL que é a comunidade quem inscreve os utentes e levanta os vales, explicando que ficam com 100 euros dos 185 euros do RSI, para assegurar o contributo dos utentes e que o restante é-lhes devolvido para tabaco, cafés e outros gastos.

Gabriel Nunes / SOL