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Campo Maior:Presidente da Junta da Extremadura diz que Festas do Povo são "um exercício de democracia"

O presidente da Junta da Extremadura, Guillermo Vara elogiou as Festas do Povo pela sua “rara beleza” mas sobretudo por serem “um exercício de democracia, pois só acontecem quando o povo quer”. 

Guillermo Vara, que falava, sábado, na cerimónia de abertura das Festas do Povo, no centro cultural de Campo Maior, salientou ainda que “alentejanos e estremenhos têm muito em comum” e que, também por isso, sente Portugal “não como um país vizinho, mas como família”.

O presidente do Município de Campo Maior, Ricardo Pinheiro, por seu turno, agradeceu o trabalho e o empenho dos funcionários da autarquia para a realização das Festas e afirmou o seu respeito e orgulho por representar um povo capaz de fazer “um dos maiores eventos culturais, de forma voluntária, dando horas e horas do seu descanso e convívio familiar em prol de um sentimento que é o orgulho de ser campomaiorense”.

O autarca anunciou ainda que Município de Campo Maior está neste momento a preparar o lançamento do Museu das Festas do Povo. “Um espaço que será uma homenagem a quem dá vida às festas, ao povo de Campo Maior, mas que funcionará também como um polo de atração e valorização desta arte e deste concelho, mesmo em anos em que não se realize o evento”.

Já o presidente da Associação das Festas do Povo, João Rosina, salientou que a dimensão que as Festas conheceram nos últimos anos lhes valeu o reconhecimento, na passada edição de 2011, como melhor evento do ano, pelo Turismo de Portugal.

A candidatura das Festas do Povo a Património Cultural Imaterial da Humanidade vai ser entregue durante a próxima semana ao Ministério dos Negócios estrangeiros. Para o presidente da Assembleia Municipal de Campo Maior, Pedro Murcela as gentes de Campo Maior “merecem” que o processo tenha um final feliz.

A realização das Festas do Povo consiste na decoração das ruas de Campo Maior, sobretudo o Centro Histórico, com flores de papel e outros objetos em cartão e papel, feitos pela população.

É uma celebração que, por tradição, só acontece quando o povo quer, pois a sua realização depende do voluntariado e da força de vontade dos campomaiorenses.

A preparação é feita rua a rua, sendo que o trabalho desenvolvido em cada uma delas fica em segredo, mesmo para amigos e familiares dos moradores, e só é dado a conhecer na noite da “enramação”.

Gabriel Nunes