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Reportagem: 20º Andanças chegou a Castelo de Vide


Esta semana todos os caminhos vão dar ao Festival Andanças. Pelo terceiro ano consecutivo o evento traz danças e ritmos dos cinco cantos do Mundo até à Barragem da Póvoa e Meadas, no concelho de Castelo de Vide.

Organizado pela associação PédeXumbo o festival apresenta cada vez mais vida, em comparação com os outros anos, pois o recinto tem vindo a ser melhorado. No primeiro dia, foram muitas as pessoas que frequentaram os vários palcos do Andanças, onde podiam conhecer ritmos de várias culturas internacionais.Enquanto uns dançavam outros, simplesmente, se deixavam levar pela percussão dos Arte Pura Capoeira. Para além de ouvir o público também é convidado a participar na atuação.

Os palcos do Andanças nem chegam a “arrefecer”, pois assim que sai um artista esta outro à espera de começar a sua oficina de dança. Mas não é preciso ser artista de um dos palcos do Andanças para mostrar o seu talento. No meio do público encontramos um grupo do Centro de Desenvolvimento e Comunitário do Bairro dos Lóios da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que cantava músicas tradicionais portuguesas. 

 

A Rádio Portalegre ainda teve oportunidade de registar um do momentos em que o grupo cantava uma música popular portuguesa. “Nós fazemos parte de um grupo de dança (folclore) e viemos para aprender mais algumas modas que desconhecemos, de forma a podermos enriquecer mais o nosso reportório. Vamos ver o que podemos fazer com esta experiência”, refere Conceição Cipriano, membro do grupo.

Na fila para a cantina do festival encontrámos a cantora Rita Maria. Hoje como membro do público, a jovem já teve oportunidade de pisar os palcos do Andanças como artista, ainda quando este se realizava em Carvalhais, São Pedro do Sul. “Foi incrível. Fui com os Olive Tree, ainda quando o Andanças era em Carvalhais. Tive algumas participações nessa altura, mas agora venho como membro do público para disfrutar do festival”, conta Rita Maria. A jovem refere que há algumas diferenças entre o antigo local do festival e Castelo de Vide. “Era um festival mais familiar e que agora está a crescer, o que é normal. Ainda sinto o aconchego do festival, mas sinto que se está a expandir cada vez mais”, diz Rita Maria.

O voluntariado é outro fator que faz com que o festival aconteça. Muitos já são “mestres” voluntários no Andanças, mas há sempre alguém que se estreia. Pedro Curval é um jovem de Vila do Conde, apaixonado pela música tradicional portuguesa e que este ano vive a experiência de ser um dos muitos voluntários no festival. “O primeiro dia foi fantástico. É uma mentalidade um pouco diferente daquilo que estou habituado a ver em outros festivais e é uma boa mentalidade. Acho que é muito bom. Até agora estou a adorar”, disse o voluntário depois de limpar alguns tabuleiros.

Para além da dança e dos ritmos é também possível passar pelas várias “barraquinhas”, seja para comer ou comprar alguma lembrança do festival! Vicência Botelheiro, é uma das muitas castelo-videnses que estão atrás do balcão. Em declarações à Radio Portalegre referiu que o processo de preparação leva algum tempo e muita dedicação.”O estabelecimento levou uma semana a montar, sendo que toda a preparação levou-nos um mês, porque a exigência em termo de documentação e legislação é muito apertada(…) mas até agora as expectativas são boas e as pessoas são muito simpáticas”, disse Vicência.  

Os jovens músicos que este ano marcaram presença no programa Ethno Portugal fecharam a sua agenda de atuações com um espetáculo no 20º aniversário do Andanças.

O primeiro dia do festival ficou marcado pela grande animação e espírito livre que paira no ar. Num local onde a rede do telemóvel é escassa são esperadas mais de 40 mil pessoas durante esta semana.

Marina Barreta