Marvão:Câmara Municipal compra fronteira de Galegos
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- Publicado em 21-01-2015
O presidente da Câmara de Marvão, Victor Frutuoso anunciou hoje que a autarquia adquiriu ao Ministério das Finanças, por cerca de 600 mil euros, o bairro residencial e os imóveis da antiga estação na fronteira de Galegos, onde funcionaram os serviços alfandegários e o posto da guarda-fiscal.
De acordo com Victor Frutuoso a prioridade da autarquia é preservar os imóveis, construídos de uma forma dispersa numa área com cerca de 20 hectares, e atrair pessoas para o bairro residencial, composto por 40 fogos, e onde atualmente só residem quatro famílias.
O autarca adiantou que a Câmara Municipal terá que suportar os custos com a reabilitação das infraestruturas existentes na área, prevendo investir mais de um milhão de euros na recuperação das redes de iluminação, saneamento básico, arruamentos, espaços verdes, posto de transformação e depósito de água potável.
A oposição socialista na Câmara de Marvão considera um “erro crasso” da maioria PSD “manter o foco exagerado no desenvolvimento da habitação e urbanismo para o projeto da fronteira de Galegos”.
Para os socialistas, “num concelho que segundo os Censos 2011 tem dois apartamentos por família, a aposta continuada na habitação, talvez não seja prioritária. Seria mais importante virar agulhas para a requalificação do que existe”.
Confrontado com as críticas do PS local, Victor Frutuoso, disse existirem problemas habitacionais no concelho de Marvão, nomeadamente “os preços elevados para aquisição ou arrendamento de casas”, e a falta de qualidade de algumas habitações”.
Desde a abolição das fronteiras, que entrou em vigor a 1 de janeiro de 1993, que foram desativados os serviços que funcionavam na fronteira de Galegos e todo o património ficou ao abandono.
O edifício do antigo posto da Guarda Fiscal ainda foi transformado em Posto de Turismo em 1997, mas 10 anos depois deixou de funcionar por falta de condições.
Gabriel Nunes
(Presidente CMM Vitor Frutuoso)
















